A combinação álcool-direção já era infração de trânsito passível de prisão antes de 20 de junho do ano passado, mas o número de prisões de motoristas embriagados só aumentou depois da entrada em vigor da chamada lei seca há um ano. Um balanço divulgado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Paraná revela que 1.028 condutores foram levados à delegacia depois de dirigirem bêbados nas estradas, representando uma alta de 200%. Entre 20 de junho de 2008 e 16 de junho deste ano, os patrulheiros autuaram 1.354 motoristas que dirigiam pelas estradas de rodagem federais do Paraná e apresentavam sinais de embriaguez. Desse total, 1.028 foram presos em flagrante por exceder o limite tolerável pela nova legislação. Nos 12 meses anteriores à lei seca, apenas 552 condutores haviam sido flagrados no teste do bafômetro e 341 foram presos em flagrante.
No Brasil, embora a polícia não tenha divulgado números anteriores à lei seca, a quantidade de motoristas que desrespeitaram a lei foi significativa. Foram flagrados 14 mil condutores com hálito etílico, dos quais 9 mil foram presos. A fiscalização nas estradas federais brasileiras atingiu 360 mil pessoas, das quais 13% se recusaram a soprar o bafômetro. O jurista e professor de Direito Penal Luiz Flávio Gomes lembra que a legislação permite que não se produzam provas criminais contra si e que, no caso da lei seca, não se deveria ter imposto limites de concentração de álcool no sangue. "Assim se evitaria o uso do bafômetro", afirma. "Todo motorista que estivesse dirigindo de modo anormal, ziguezagueando, seria autuado". A PRF aponta uma mudança de comportamento entre os brasileiros após a Lei Seca. A proporção de motoristas embriagados diminuiu no Brasil. Se antes os patrulheiros encontravam um condutor bêbado a cada seis testes de bafômetro, hoje eles têm um flagrante a cada 40 exames.
Fonte: Frota & Cia