Setcepar Express, Edição nº 728 | Agosto de 2010

32% das rodovias do Paraná estão ruins

Cerca de 5,2 mil quilômetros de rodovias estaduais e federais do Paraná, o que equivale a 32% do total (15,8 mil), estão em estado de conservação inadequado para o tráfego de veículos que suportam. Pelo menos 654 quilômetros de estradas não têm nem pavimentação, 3,8 mil quilômetros precisam de manutenção e readequação - pois quando foram projetados não previam o movimento que têm – e outros 580 quilômetros devem ser adequados à Classe 1, ou seja, têm um bom estado de conservação mas necessitam melhorar em outros requisitos.

O diagnóstico faz parte do Programa Rodoviário de Ações para o Crescimento Econômico-Social do Paraná (ProRodar), da Associação dos Engenheiros do Departamento de Estradas de Rodagem. O ProRodar foi entregue ao governador Orlando Pessuti e será enviado também aos principais candidatos ao cargo nas próximas eleições. Os engenheiros aconselham que as obras sejam feitas até 2030, com uma previsão orçamentária de R$ 25 bilhões. "Apenas sugerimos e não definimos a parte orçamentária. Mas o projeto pretende mostrar o diagnóstico das rodovias para que os futuros governantes saibam onde investir", afirma o presidente da associação, Octávio José da Rocha. Ele diz que o último plano diretor das rodovias do Paraná havia sido feito em 1951. "Temos rodovias que não fazem parte do anel central, porém têm um movimento semelhante e por isso temos de investir nesses pontos também", diz.
O projeto prevê um mapa para 2030 com rodovias que interligam o estado de Norte a Sul e Leste a Oeste sem interferências. Hoje algumas estradas terminam no vazio. Há ainda rodovias menores que ligam as cidades aos anéis centrais, contudo estão em péssimas condições de uso. Algumas delas são: BR-373 (em Coronel Vivida, entrada para a BR-277), BR-476 (entre Paula Freitas e São Mateus do Sul) e PR-182 (entre Marmelândia e Jacutinga). Rocha explica que o projeto pretende acompanhar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná - o que significa dizer que o estado deve saltar dos atuais R$ 170 bilhões de PIB, para R$ 496,4 bilhões em 20 anos.

E como 62% do escoamento dos produtos é feito pela malha viária, as rodovias precisam estar adequadas para conseguir escoar essa produção. “"Sabemos que existem problemas e precisamos que o governo faça com que as vias sejam economicamente perfeitas. Usar o sistema de pedagiamento da rodovia, cuja administração seja do próprio estado, é uma alternativa", diz o diretor-executivo da Federação das Empresas de Trans-porte de Cargas do Paraná (Fetranspar), Sérgio Malucelli. Dos 3,8 mil quilômetros que precisam de melhorias e readequação, a maior parte está no eixo Leste/Oeste e Norte/Sul. Alguns trechos são: BR-476 (entre São Mateus do Sul e Arau¬cária), BR-272 (entre Goioerê e Campo Mourão), BR -163 (entre Guaíra e Toledo) e BR-467 (entre Toledo e Cascavel).

Fonte: Gazeta do Povo Online

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