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26/01/2012Acidente em BR custa R$ 53 mil, afirma Dnit
Responsável por 7,6 mil mortes somente no ano passado, a violência nas rodovias federais do país custou ao Estado e à sociedade cerca de R$ 8,5 bilhões em 2009 – o equivalente a R$ 53,4 mil por acidente, segundo estudo encomendado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). O cálculo do valor levou em consideração diversos aspectos, como danos materiais, físicos e emocionais, gastos com socorro médico, perda de rendimentos futuros com a morte ou invalidez da vítima e até prejuízos com congestionamentos.
O custo total com acidentes nas BRs apontado pelo estudo é, por exemplo, 12 vezes maior do que o orçamento do Fundo Na¬¬cional de Segu¬rança e Educação no Trânsito (Funset) no ano passado, que foi de R$ 690,9 mi¬-lhões. Considerando somente o que o governo investiu de fato até 15 de dezembro de 2011 em campanhas e ações educativas para diminuir acidentes nas estradas e vias municipais, a diferença entre prevenir e remediar fica ainda mais astronômica. Conforme balanço da ONG Contas Abertas, R$ 194,9 milhões do Funset foram aplicados no ano passado, o que equivale a apenas 2% do custo da violência no trânsito estimado pelo estudo do Dnit. Isso em um cenário urbano onde, segundo especialistas e autoridades de trânsito, a imprudência e a desatenção dos motoristas ainda responde pela grande maioria dos acidentes. A tentativa de se estimar o custo econômico da violência no trânsito não é nova – o último estudo a respeito, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), é de 2006. O que a pesquisa elaborada pela empresa Con¬técnica, contratada pelo Dnit, traz de novo é a criação de uma fórmula para analisar o “custo-benefício” de intervenções físicas em trechos específicos das rodovias.
Em tese, o órgão poderá agora determinar prioridades para alocação de recursos em obras e campanhas, com alvos específicos. O estudo revela, por exemplo, que os três tipos de acidentes mais custosos são colisões frontais, atropelamento de pedestres e aqueles envolvendo motociclistas. Em todo o Brasil, 22% dos acidentes mais graves atendidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) se concentram em 60 trechos, de dez quilômetros de extensão cada. Em todos estes locais, o cenário urbano é o mesmo: rodovias federais cruzadas por vias estaduais ou municipais.
Fonte: Gazeta do Povo Online