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06/02/2012

Restrição a caminhões vai afetar consumidor

O Grande ABC deve, em breve, aderir à restrição imposta na Capital a respeito da circulação de caminhões no horário comercial. A proposta é que esses veículos sejam impedidos de percorrer por 20 das principais vias da região, com extensão de 40 quilômetros, todos os dias úteis, das 6h30 às 9h e das 16h às 20h. A partir de quarta-feira terá início campanha educativa e, em 8 de abril, começa a punitiva. No entanto, o Setrans (Sindicato das Empresas de Transportes de Carga do ABC) entregou, na sexta-feira, pré-estudo das consequências da medida na região, essencialmente industrial. "Esperamos que o Consórcio (Intermunicipal do Grande ABC) reconsidere", diz o presidente do sindicato, Sallum Kalil Neto.

Na quinta-feira, o presidente do Consórcio e prefeito de Diadema, Mário Reali, disse que o prazo foi adiado e que ainda não há data para a entrada em vigor.
Transportadoras da região já estimam prejuízos, que inevitavelmente vão chegar ao bolso do consumidor. O efeito em cascata deverá embutir os gastos extras em toda a cadeia. "Infelizmente o custo final dos produtos e serviços para o consumidor vai subir, pois os nossos gastos para conseguir realizar a entrega também vão aumentar", afirma Lidiane Gonçalves, gerente de logística da Rapidesh, de São Bernardo. "Para sobreviver no mercado, seremos obrigados a modificar a nossa frota, investindo em caminhões de pequeno porte (conhecidos como VUC), que podem circular sem restrição. Sem contar o gasto a mais com combustível. Os clientes vão desembolsar o dobro para utilizar os serviços."
Fonte: Diário do Grande ABC