Nova edição amplia o foco em gestão de riscos, sustentabilidade, proteção empresarial e melhoria contínua
O setor de transporte de produtos químicos entra em uma nova etapa em 2026. A chegada da 4ª Edição do SASSMAQ® – Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, desenvolvido pela Abiquim, representa uma das atualizações mais importantes dos últimos anos para transportadoras e operadores logísticos que atuam na cadeia da indústria química.
Mais do que uma simples atualização de checklist, a nova edição reforça uma mudança de conceito: a avaliação tende a exigir das empresas uma visão cada vez mais integrada da gestão, relacionando segurança operacional, saúde ocupacional, meio ambiente, qualidade, sustentabilidade, gestão de riscos e proteção empresarial.
Para as transportadoras, isso significa que começar a preparação antecipadamente pode ser decisivo para evitar dificuldades durante a transição e as futuras avaliações.
Lembrando que a 3ª edição terá validade de mais 06 meses após o lançamento oficial da nova edição no final de agosto de 2026.
O que é o SASSMAQ®?
O SASSMAQ® é uma ferramenta criada pela Associação Brasileira da Indústria Química – Abiquim para avaliação dos sistemas de gestão e das práticas adotadas por prestadores de serviços logísticos.
Ao longo dos anos, tornou-se uma importante referência para a qualificação de transportadoras que atendem a indústria química.
O sistema avalia aspectos relacionados à Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, buscando reduzir riscos, prevenir acidentes, melhorar o desempenho operacional e elevar o nível de confiabilidade dos prestadores de serviços logísticos.
Segundo informações divulgadas anteriormente pela própria Abiquim, desde a implantação do programa, em 2001, até 2016, foi observada uma redução de 75% no total de acidentes, resultado que demonstra a importância do programa para a evolução da segurança na cadeia logística química.
SASSMAQ® 4ª Edição: o que muda?
Entre as principais mudanças e direcionamentos, destacam-se:
1. Inclusão de ESG
Uma das alterações mais relevantes é o fortalecimento dos aspectos relacionados a ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança).
Na prática, a transportadora precisa ampliar a visão sobre seus impactos ambientais e sociais e sobre a forma como esses aspectos são administrados.
Temas relacionados a desempenho ambiental, responsabilidade empresarial, controles de gestão, indicadores e melhoria contínua ganham ainda mais importância.
Isso significa que sustentabilidade deixa de ser tratada apenas como uma iniciativa complementar e passa a estar cada vez mais integrada à estratégia e aos controles da organização.
2. Security, Proteção Empresarial e LGPD
Outra novidade importante é a incorporação da dimensão de Security ou Proteção Empresarial e questões relacionados a Proteção de Dados (LGPD)
Esse conceito não deve ser confundido apenas com segurança do trabalho.
Enquanto Safety está relacionado principalmente à prevenção de acidentes e proteção das pessoas durante as operações, Security envolve a proteção da organização, das cargas, das instalações, das informações e das operações contra ameaças e ações intencionais.
Esse direcionamento amplia a necessidade de controles relacionados à identificação de vulnerabilidades, gestão de riscos, proteção patrimonial e segurança das operações logísticas.
3. Maior atenção à gestão de prestadores de serviços
A revisão também contempla mudanças no processo de qualificação dos prestadores de serviços utilizados pela indústria química, incluindo responsabilidades do contratante.
Para as transportadoras, isso reforça a importância de possuir critérios estruturados para seleção, qualificação, avaliação e monitoramento de fornecedores, terceiros e demais parceiros envolvidos nas operações.
Não basta contratar um prestador: é necessário demonstrar que os riscos relacionados a ele são conhecidos, avaliados e controlados.
4. Alinhamento com a ISO 45001
Entre os direcionamentos divulgados durante o desenvolvimento da nova edição está o alinhamento com conceitos da ISO 45001, norma internacional de Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional.
Esse alinhamento reforça conceitos como gestão de riscos, prevenção, participação das pessoas, controles operacionais, responsabilidades e melhoria contínua.
Transportadoras que já trabalham com sistemas estruturados de gestão baseados em normas ISO podem encontrar algumas sinergias importantes durante a adequação.
5. Validade de três anos e auditorias intermediárias
Uma das mudanças estruturais anunciadas para a nova metodologia é a validade de três anos, acompanhada por verificações/auditorias intermediárias de manutenção.
A mudança fortalece a ideia de que o atendimento ao SASSMAQ® não deve estar concentrado somente no período imediatamente anterior à auditoria.
A empresa precisará manter seus controles funcionando continuamente.
Esse aspecto muda significativamente a lógica de preparação: SASSMAQ® não pode ser um projeto realizado apenas quando a auditoria se aproxima.
Ele precisa fazer parte da rotina de gestão da transportadora.
6. Programa Olho Vivo na Estrada
Outro ponto relevante anunciado pela Abiquim é a obrigatoriedade de adesão ao Programa Olho Vivo na Estrada dentro da nova estrutura.
O programa está diretamente relacionado à prevenção de acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos e ao desenvolvimento de uma cultura preventiva entre motoristas e organizações.
Com isso, aspectos comportamentais e preventivos relacionados à segurança viária assumem papel ainda mais importante.
7. Indicadores e desempenho
A nova estrutura também reforça a importância dos indicadores de desempenho.
Acidentes, incidentes, desvios, desempenho operacional, saúde e segurança, meio ambiente e outros resultados relevantes não devem apenas ser registrados.
A organização precisa transformar dados em informação para a tomada de decisão.
Isso exige indicadores confiáveis, análise de tendências, definição de ações e acompanhamento da eficácia das medidas implementadas.
O desafio não será apenas responder ao novo checklist
Esse talvez seja um dos principais pontos de atenção para as transportadoras.
Preparar-se para o SASSMAQ® 4ª Edição não significa simplesmente obter a nova lista de verificação e começar a reunir documentos.
A empresa precisa avaliar se os requisitos estão efetivamente incorporados aos seus processos.
Um procedimento escrito, isoladamente, não garante conformidade.
Durante uma avaliação, será necessário apresentar evidências objetivas de implementação: registros, indicadores, treinamentos, inspeções, avaliações de riscos, controles de fornecedores, auditorias internas, análises gerenciais e acompanhamento de ações corretivas, entre outros elementos.
É justamente nessa diferença entre “ter documentos” e “possuir um sistema efetivamente implementado” que muitas organizações encontram suas maiores dificuldades.
Sua empresa está preparada para o SASSMAQ® 4ª Edição?
Antes da auditoria, algumas perguntas precisam ser respondidas:
Se algumas dessas respostas ainda forem “não” ou “parcialmente”, o momento de iniciar a preparação é agora.
Como a EXATA pode apoiar a transição
A implementação de uma nova edição de um sistema como o SASSMAQ® exige planejamento.
O trabalho pode começar por um Diagnóstico de Aderência ao SASSMAQ® 4ª Edição, realizando uma avaliação independente da situação atual da transportadora.
A partir desse diagnóstico, é possível estabelecer um plano estruturado envolvendo:
Não espere a auditoria para descobrir o que precisa ser corrigido
A 4ª Edição do SASSMAQ® representa uma evolução importante na forma como a cadeia logística química avalia segurança, riscos, sustentabilidade e confiabilidade de seus parceiros.
Para transportadoras e operadores logísticos, a atualização deve ser vista não somente como uma nova exigência, mas como uma oportunidade para fortalecer processos, reduzir riscos e demonstrar maior maturidade perante os clientes da indústria química.
Quanto antes começar a preparação, maior será o tempo disponível para identificar gaps, implementar controles, capacitar as equipes e produzir evidências consistentes de atendimento.
A EXATA pode apoiar sua transportadora em todas as etapas desse processo, desde o diagnóstico inicial de aderência ao SASSMAQ® 4ª Edição até a realização da auditoria interna preparatória, passando pela revisão documental, gestão de riscos, indicadores, treinamentos e acompanhamento dos planos de ação.
Fonte: Exata / Foto: Banco de Imagens - Canva
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