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comunicação

Mercado 22/05/2026 - por SETCEPAR Londrina

Free Flow avança no Norte do Paraná e setor de transportes vê modernização positiva para a logística

Novo modelo de pedágio eletrônico começou a operar em trechos estratégicos da região de Londrina e deve trazer mais fluidez, previsibilidade e eficiência às operações de transporte

Free Flow avança no Norte do Paraná e setor de transportes vê modernização positiva para a logística

O início da operação do sistema de pedágio eletrônico Free Flow em trechos do Norte do Paraná, iniciado no início de maio deste ano, marca uma nova etapa na modernização da infraestrutura rodoviária da região. A tecnologia, que está em operação nas rodovias que passam por regiões estratégicas próximas a Londrina, como Jataizinho, Rolândia, Arapongas e Mandaguari, vem substituindo gradualmente o modelo tradicional de cobrança em praças físicas por pórticos eletrônicos com identificação automática dos veículos.

A implantação ocorre em corredores logísticos relevantes para o transporte rodoviário de cargas, especialmente nas BRs-369 e 376, utilizadas diariamente no escoamento da produção agroindustrial e na conexão logística do Paraná com outros estados. Para o setor transportador, o avanço do Free Flow é visto de forma positiva, principalmente pela possibilidade de ganho operacional nas viagens de longa distância. 

Para Márcio Pozzer, diretor regional da unidade de Londrina do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Paraná - SETCEPAR, o free flow representa uma modernização importante da infraestrutura rodoviária. “Entendemos que essa tecnologia tende a trazer benefícios relevantes para o transporte de cargas, especialmente em corredores logísticos estratégicos do Norte do Paraná. A eliminação das praças físicas reduz filas, melhora a fluidez do tráfego e contribui para maior previsibilidade das operações”, afirma Marcio Pozzer, diretor regional do SETCEPAR Londrina.

Segundo ele, os impactos positivos já começam a ser percebidos na prática, especialmente em rotas que antes registravam retenções frequentes em praças convencionais. Para as transportadoras, qualquer redução de tempo parado influencia diretamente indicadores operacionais importantes, como produtividade da frota, consumo de combustível, desgaste mecânico e cumprimento de janelas logísticas. “Apesar da legislação já obrigar o pagamento eletrônico do Vale Pedágio quando o veículo está carregado, o deslocamento vazio da frota também passa a ter ganho operacional importante com a redução das paradas”, destaca Pozzer.

Ao mesmo tempo, o setor reconhece que o novo sistema exige adaptação operacional por parte das empresas. O controle das passagens deixa de ser concentrado em praças físicas e passa a depender de monitoramento eletrônico, validação de cobranças e acompanhamento rigoroso dos prazos de pagamento. Esse processo exige maior integração tecnológica e controle administrativo, especialmente em empresas com grande volume de viagens diárias.

De acordo com o SETCEPAR Londrina, os desafios são ainda maiores para transportadores autônomos e pequenas empresas, que nem sempre possuem sistemas automatizados de gestão de frota e controle financeiro. “Muitas empresas ainda estão compreendendo detalhes sobre cadastramento, formas de pagamento, identificação automática dos veículos e os próprios prazos para regularização das tarifas”, explica Pozzer.

Outro ponto considerado importante pelo setor é a necessidade de ampliar as ações educativas e a comunicação sobre o funcionamento do modelo. A recente suspensão de milhões de multas relacionadas ao Free Flow em todo o país reforçou a percepção de que a tecnologia ainda passa por um período de maturação no Brasil, especialmente diante das dúvidas operacionais existentes entre usuários e empresas.

Para o SETCEPAR Londrina, a consolidação do sistema na região dependerá da padronização de processos, integração entre concessionárias e maior familiaridade dos usuários com a tecnologia. “Embora o conceito do free flow seja amplamente utilizado em outros países, no cenário brasileiro ainda existem dúvidas operacionais e dificuldades práticas por parte dos usuários. A transição em nossa região precisa ser acompanhada de campanhas educativas mais intensas. Entendemos que a tecnologia é positiva, mas sua implementação precisa ocorrer de forma gradual, educativa e com segurança jurídica para evitar penalizações indevidas”, finaliza o diretor.

 

Fonte: SETCEPAR Londrina / Foto: Divulgação - Canva

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