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comunicação

Mercado 19/05/2026 - por SETCEPAR

Velocidade por aprovar mudanças na escala 6x1 preocupa transporte de cargas do Paraná

SETCEPAR vê risco de gargalos logísticos e afirma que eventual alteração pode ampliar a falta de motoristas e comprometer a eficiência das operações logísticas em todo o estado

Velocidade por aprovar mudanças na escala 6x1 preocupa transporte de cargas do Paraná

A discussão sobre o possível fim da escala 6x1 no Brasil tem acendido um alerta no setor de transporte rodoviário de cargas. No Paraná, onde a atividade possui papel estratégico na movimentação da produção agroindustrial, no abastecimento e nas exportações, a velocidade em aprovar a mudança de escala preocupa empresas e entidades representativas diante dos potenciais impactos sobre mão de obra, custos operacionais e continuidade das operações logísticas.

O debate ganhou força após o avanço da proposta no Congresso Nacional, que já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados e segue agora para a comissão especial, responsável pela análise do texto antes de eventual votação em plenário. A proposta prevê mudanças na jornada semanal de trabalho e ampliação dos períodos de descanso, medida que vem sendo debatida especialmente em setores de operação contínua.

Para Silvio Kasnodzei, presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), o tema precisa ser tratado com responsabilidade técnica e diálogo amplo entre governo, trabalhadores e setor produtivo. Segundo ele, a entidade acompanha o debate com atenção e respeito às legítimas aspirações dos trabalhadores por melhores condições de vida, mas defende que mudanças estruturais dessa magnitude sejam precedidas de estudos de impacto setorial.

O dirigente ressalta que a escala 6x1, dentro da realidade do transporte rodoviário de cargas, está diretamente ligada à natureza ininterrupta das operações logísticas, marcadas por prazos rigorosos, cadeias produtivas interdependentes e demanda permanente. “O Paraná ocupa posição estratégica no cenário logístico nacional. Somos um dos maiores polos agroindustriais do país, corredor de exportação, sede de um dos portos mais movimentados da América do Sul e estado fronteiriço com dois países. Nesse contexto, o transporte rodoviário de cargas desempenha papel fundamental não apenas como atividade econômica, mas como infraestrutura essencial ao abastecimento e à competitividade do estado”, afirma.

A possível extinção da escala 6x1 preocupa o transporte rodoviário de cargas por reunir dois desafios que já pressionam o setor: a falta de profissionais e o aumento constante dos custos operacionais. Com uma base insuficiente de motoristas para atender a demanda atual, a redução da jornada tende a ampliar a dificuldade de manter a capacidade operacional das empresas. Ao mesmo tempo, o setor já convive com uma defasagem média de 10,1% no valor do frete, segundo levantamento da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), o que intensifica ainda mais a pressão sobre produtividade, margens e sustentabilidade das operações.

Para Kasnodzei, o setor precisa tratar a discussão com foco na realidade prática das empresas. “O transporte já convive com custos elevados, dificuldade de contratação e uma defasagem histórica no frete. Qualquer mudança que aumente ainda mais a pressão operacional precisa ser debatida com responsabilidade e previsibilidade. O setor depende de equilíbrio para continuar operando com eficiência e garantindo o abastecimento”, afirma.

O presidente reforça ainda que uma eventual mudança de escala exigiria período de transição e adaptação operacional das empresas. “Nossa preocupação não é apenas financeira. É sistêmica. Uma mudança legislativa aplicada de forma imediata e uniforme, sem considerar o déficit de mão de obra já existente e sem políticas públicas de formação profissional, coloca em risco décadas de estruturação do setor no Paraná”, conclui.

O SETCEPAR informa ainda que acompanha o debate em alinhamento com entidades nacionais do setor, como a CNT, a NTC&Logística e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (FETRANSPAR), defendendo uma discussão técnica e responsável sobre eventuais mudanças nas relações de trabalho do transporte rodoviário de cargas.

 

Fonte: SETCEPAR / Foto: Divulgação - Canva 

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