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comunicação

Mercado 03/03/2026 - por Mundo Logística

NTC&Logística aponta defasagem média de 10,1% no frete do transporte rodoviário de cargas

Levantamento elaborado pelo DECOPE reflete o impacto de mudanças regulatórias e operacionais registradas ao longo de 2025

NTC&Logística aponta defasagem média de 10,1% no frete do transporte rodoviário de cargas

A NTC&LOGÍSTICA divulgou análise que indica defasagem média de 10,1% nos valores de frete praticados pelas empresas do transporte rodoviário de cargas. O levantamento foi elaborado pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e Econômicas (DECOPE) e, segundo a entidade, reflete o impacto de mudanças regulatórias e operacionais registradas ao longo de 2025.

De acordo com a NTC&LOGÍSTICA, o TRC encerrou 2025 sob forte pressão regulatória e operacional. Embora cerca de 40% das empresas tenham registrado melhora no volume de cargas, a rentabilidade foi impactada por três fatores considerados críticos.

O primeiro é o impacto dos novos custos com seguros, estabelecidos pela Lei 14.599/23. A obrigatoriedade dos seguros RCTR-C, RC-DC e RC-V transferiu ao transportador os custos e a gestão integral de risco. Para cobertura dessas despesas, as empresas têm adotado a cobrança da Taxa de Seguro Obrigatório (TSO).

O segundo fator é o fim da leniência no piso mínimo, previsto na Lei 13.703/18. Com a implementação da fiscalização eletrônica (MDF-e/CIOT) pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi encerrado o período de utilização de valores abaixo da tabela divulgada pela Agência. O cumprimento do piso mínimo passou a ser requisito de conformidade na contratação de terceiros (TAC).

O terceiro ponto citado é a perda de produtividade e o aumento do custo social. Decisões judiciais relacionadas à ADI 5322 sobre tempos de espera e descanso reduziram a disponibilidade da frota, elevando o custo fixo por viagem. A entidade também apontou que a escassez de motoristas qualificados tem pressionado investimentos em retenção e benefícios.

DEFASAGEM MÉDIA DE 10,1%

Segundo pesquisa da NTC, o frete praticado atualmente apresenta defasagem média de 10,1% em relação aos custos reais apurados pela entidade. Apesar da estabilidade dos custos operacionais observada em 2025, a dificuldade histórica de repassar a inflação acumulada compromete, segundo o comunicado, a saúde financeira das transportadoras.

Na análise acumulada de 36 meses, os principais itens de custo registraram as seguintes variações:

  • Caminhão: 23,3%

  • Mão de obra: 20,2%

  • Combustível: -5,3%

No acumulado de 12 meses, o INCTL (Carga Lotação) atingiu 2,81%, enquanto o INCTF (Carga Fracionada) subiu 5,34%, superando o IPCA de 2025, que fechou em 4,44%.

DESAFIOS PARA 2026

Para 2026, a entidade apontou novos desafios operacionais e inflacionários. Entre eles, o início da segunda fase da reoneração da folha de pagamento, que eleva a carga tributária sobre o setor.

No campo financeiro, a taxa Selic permanece em 15,0%, tornando onerosa a concessão de prazos aos clientes. Segundo o comunicado, esse custo deve ser repassado, já que não integra as planilhas referenciais da NTC.

A entidade também ressalta a necessidade de aplicação rigorosa de componentes tarifários como Frete-Valor, GRIS e TSO, para cobertura de riscos e especificidades operacionais.

De acordo com a NTC&LOGÍSTICA, a sobrevivência das empresas de transporte e a manutenção da qualidade dos serviços dependem da recomposição imediata dos preços, com a eliminação da defasagem existente. O comunicado destacou ainda a importância do monitoramento constante das taxas adicionais, dos custos financeiros e da cobrança correta de cubagem para garantir a sustentabilidade do setor.

 

Fonte: Mundo Logística / Foto: Shutterstock

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