Os cortes de despesas que o governo deve anunciar nesta quinta-feira, 27, vão atingir mais fortemente o Ministério dos Transportes.
Os cortes de despesas que o governo deve anunciar nesta quinta-feira, 27, vão atingir mais fortemente o Ministério dos Transportes. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o bloqueio adicional não afetará todos os órgãos na mesma proporção do orçamento destinado a cada setor. A equipe econômica, que ainda tenta reverter parte desse contingenciamento extra, enfrenta dificuldade em garantir o cumprimento da meta fiscal, que prevê um déficit de no máximo R$ 139 bilhões.
Segundo informou um integrante da equipe econômica, o governo vai revisar todos os itens de despesa para 2018 e também 2017 para traçar um plano emergencial. Os números do Tesouro divulgados ontem, 26, mostraram que o rombo acumulado em 12 meses até junho alcançou R$ 182,8 bilhões, um déficit R$ 43,8 bilhões maior do que a meta de 2017. Economistas apontam que a meta pode estourar em R$ 20 bilhões, exigindo do governo ações ainda mais duras para evitar ter de pedir ao Congresso autorização para aumentar o débito.
O setor de transportes será afetado em um dos seus mais importantes programas, as concessões de rodovias, portos e aeroportos e ferrovias à iniciativa privada. Além dessa, outra consequência já pode ser sentida, a suspensão da prestação de serviços realizada pelas polícias Federal e Rodoviária Federal, como a emissão de passaportes e patrulha das rodovias.
Para evitar um colapso da máquina administrativa, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, informou que com o corte o governo fará um remanejamento das despesas de uma rubrica para outra para garantir o atendimento de serviços essenciais à população. “Isso não elimina a necessidade de conscientização dos ministérios do momento restritivo que passamos”.
Segundo o professor da Escola de economia da Fundação Getúlio Vargas, Márcio Holland, dois terços desse adicional do déficit são decorrentes do aumento de despesas com pessoal e um terço, são gastos para pagamento dos benefícios da Previdência. “O déficit deve passar de R$ 160 bilhões este ano e já jogando contra um déficit menor no próximo ano”. Em 2018, a meta é não ultrapassar um rombo de R$ 129 bilhões.
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